# Fontes secundárias usadas neste projeto

Este arquivo existe para rastreabilidade — nenhum número usado nas personas ou na justificativa do recorte de pesquisa foi inventado; todos vêm das fontes abaixo, levantadas via busca em julho de 2026.

## Millennials
- **We Are Social — Special Report Digital 2025**: Millennials (nascidos 1981-1996) representam aproximadamente 51% da base de usuários de redes sociais no Brasil, maior segmento geracional.
- **Opinion Box (2025)**: Instagram é a rede preferida entre Millennials e Geração Z; público predominantemente feminino (~58%).
- **Panorama Mobile Time/Opinion Box (2025)**: Instagram instalado em ~91% dos smartphones brasileiros, sem diferença significativa por faixa etária.
- **We Are Social/Meltwater — Digital 2026: Brazil**: ~70,4% dos brasileiros usam plataformas sociais (~150 milhões de pessoas); tempo médio no Instagram de ~1h27min/dia.

## "Geração Alpha" (proxy: 13-17 anos)
- **CGI.br/Cetic.br — TIC Kids Online Brasil 2025** (pesquisa oficial, ~2.370 crianças/adolescentes entrevistados entre março e setembro de 2025):
  - WhatsApp é a plataforma mais acessada por frequência entre 9-17 anos (53% "várias vezes ao dia").
  - Uso de redes sociais estável entre 15-17 anos (89% em 2025 vs. 90% em 2024); queda acentuada entre 9-10 anos (33% em 2025 vs. 47% em 2024).
  - 72% dos adolescentes acreditam que podem usar redes sociais sozinhos, vs. 57% relatado pelos responsáveis.
  - 30% dos usuários de 9-17 anos tiveram contato online com alguém que não conheciam pessoalmente (15% via redes sociais, 14% via mensagens instantâneas).
  - Contexto: coleta coincidiu com o debate público e aprovação do ECA Digital pelo Congresso Nacional em 2025.

## Ressalva
Nenhuma fonte brasileira encontrada até o momento isola precisamente a "Geração Alpha" como categoria própria — o recorte de 13-17 anos é uma aproximação operacional definida em conjunto com o pesquisador do projeto (ver `docs/protocolo-pesquisa-generativa.md`, seção de limitações).

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## Rodada 2 — comportamento de compra e saúde mental (levantado em julho de 2026)

### Comportamento de compra por rede social e geração
- **mLabs/Conversion — "A Nova Jornada de Compra" (2025)**, pesquisa nacional com ~800 entrevistados no Brasil, é a fonte mais robusta e específica do país encontrada até agora:
  - Millennials (27-42 anos): Instagram usado por ~83,5% do grupo, seguido de YouTube (~73,5%) e Google (~72%); ~56% usam IA nas pesquisas de compra; ~58% dizem confiar mais em respostas de IA do que em pessoas próximas.
  - Geração Z (grupo mais próximo etariamente da nossa "Geração Alpha", mas **não é o mesmo grupo** — ver ressalva abaixo): ~87% descobrem produtos no Instagram, ~80% no TikTok; ~33,2% realizam compras diretas em redes sociais.
- **Não encontrei, até o momento, nenhuma pesquisa brasileira que meça comportamento de compra por rede social especificamente para adolescentes de 13-17 anos.** Isso é esperado — pesquisas de comportamento de consumo/e-commerce em geral entrevistam adultos com poder de compra próprio. Ponto relevante para o projeto: **é provável que "decisão de compra" não seja um bom eixo de comparação direta entre Millennials e o nosso grupo Alpha/adolescente** — o Diary Study deve investigar isso em campo antes de assumirmos que a mesma lógica de "jornada de compra" se aplica aos dois grupos da mesma forma.

### Saúde mental e uso de redes sociais em adolescentes brasileiros
- Múltiplas revisões de literatura acadêmica brasileira (2024-2026, publicadas em periódicos nacionais como Revista Transmutare, Revista Foco, BJIHS) relatam **associação** (não necessariamente causal) entre uso excessivo de redes sociais e sintomas de ansiedade, baixa autoestima e sintomas depressivos em adolescentes — mas são majoritariamente revisões bibliográficas, não pesquisas de campo com amostra brasileira própria.
- **CNN Brasil (setembro de 2025)** reporta que especialistas associam uso excessivo de redes sociais a distúrbios do sono, baixa autoestima e aumento de ansiedade especificamente na faixa de 12 a 17 anos — a fonte jornalística mais diretamente alinhada à nossa faixa etária de interesse, mas não é um estudo primário com dado quantitativo próprio.
- **Limitação a declarar**: não encontrei pesquisa brasileira quantitativa (survey com N definido) relacionando saúde mental e uso de redes sociais especificamente na faixa 13-17. A literatura existente é majoritariamente qualitativa/revisão. Isso deve ser tratado como "hipótese com apoio na literatura", não como fato estabelecido com número preciso, ao redigir o relatório final.
