# Fontes secundárias — Pesquisa 2 (Avaliativa)

Levantado em julho de 2026, via busca. Todos os números abaixo são citados com "aproximadamente" quando apropriado, e a fonte/período exato está indicado — importante porque diferentes pesquisas usam trimestres e faixas etárias diferentes, o que explica números aparentemente divergentes abaixo (não é contradição, é metodologia/período diferentes).

## Desemprego e informalidade jovem no Brasil

- **IBGE/PNAD Contínua (4º trimestre de 2025)**: desemprego entre 18-24 anos caiu para ~11,4%, menor patamar da série histórica (iniciada em 2012); desemprego geral em ~5,1%.
- **IBGE/PNAD Contínua (1º trimestre de 2026, dado mais recente encontrado)**: desemprego geral subiu para ~6,1%; entre 18-24 anos, ficou em torno de 14%; informalidade entre jovens ultrapassou 45% (mais que o dobro da informalidade geral, ~37%).
- **MTE — "Diagnóstico da Juventude Brasileira" (1º trimestre de 2026)**, cruzando PNAD Contínua + RAIS + eSocial: entre 32,9 milhões de jovens de 14-24 anos, 13,9 milhões estavam ocupados e 6,2 milhões eram "nem-nem" (fora da escola e do trabalho). Desemprego de ~25,1% entre 14-17 anos e ~13,8% entre 18-24 anos (contra média nacional de ~5,8% no período). Formalização de emprego jovem em ~57,8% (~8 milhões de vínculos formais entre 14-24 anos, dado RAIS 2025). Mais da metade (~52%) dos adolescentes empregados permanece menos de um ano no mesmo emprego.
- **Padrão regional**: desemprego jovem é sistematicamente maior no Nordeste e Norte do que no Sul/Sudeste (FGV IBRE, dado de 2024) — relevante caso o recrutamento real de participantes precise considerar diversidade regional.

**Leitura para o projeto**: mesmo com a taxa de desemprego jovem em queda estrutural nos últimos anos, ela segue sendo o dobro ou mais da taxa geral, e a informalidade/rotatividade no primeiro emprego é alta. Isso reforça a relevância de plataformas de vagas bem desenhadas especificamente para essa entrada no mercado (jovem aprendiz, primeiro emprego) — não é um nicho pequeno, é um ponto de dor estrutural do mercado de trabalho brasileiro.

## Plataformas de vagas mais usadas no Brasil, por perfil

### Millennials / profissionais já empregados buscando nova oportunidade
- **LinkedIn**: mais de 81 milhões de usuários no Brasil (dado de 2026); domina em cargos corporativos e de tecnologia; funciona como rede profissional + job board.
- **Gupy**: ATS (sistema de rastreamento de candidatos) usado por grandes empresas (ex: Ambev, Itaú, Magazine Luiza); ~36 milhões de profissionais cadastrados e ~4.000 empresas clientes; triagem inicial por IA.
- **Catho**: plataforma 100% brasileira, ~8 milhões de usuários; modelo freemium (parte dos recursos de destaque é paga para o candidato).

### Jovens/primeira vaga/jovem aprendiz
- **Catho** e **InfoJobs** têm seções/filtros dedicados especificamente a "Primeiro Emprego" e "Jovem Aprendiz".
- **CIEE, Nube e Espro** são entidades intermediadoras (não job boards tradicionais) especializadas em programas de estágio e jovem aprendiz, cuidando da conformidade legal do contrato (exigência da CLT para esse tipo de vínculo).
- **SINE / Emprega Brasil**: plataforma oficial do governo, acessível pelo app Carteira de Trabalho Digital — canal formal e gratuito.
- **Indeed**: agregador global, útil pela amplitude de vagas “sem experiência” e jovem aprendiz em áreas como comércio, call center, logística.

**Leitura para o projeto**: diferente das redes sociais (Projeto 1), aqui o ecossistema já é nativamente segmentado por geração/momento de carreira — plataformas como CIEE/Nube já existem especificamente para o público jovem. Isso é um dado importante para o teste de usabilidade: nosso protótipo fictício "VagaCerta" está competindo, na prática, com um mercado onde já existe segmentação — então testar se um adolescente consegue achar "Jovem Aprendiz" dentro de uma plataforma genérica (não especializada) é um teste de arquitetura de informação genuinamente relevante, não artificial.

## Limitações
- Não encontrei pesquisa brasileira medindo especificamente "taxa de sucesso" ou "satisfação de uso" dessas plataformas por faixa etária — os dados acima são sobre adoção/porte da plataforma, não sobre usabilidade. Isso é esperado e é exatamente a lacuna que a Pesquisa 2 deste portfólio se propõe a simular/explorar.
