Abordagem Metodológica

As três pesquisas seguem uma progressão deliberada — descobrir, validar e medir. Cada abordagem responde a um tipo diferente de pergunta e se apoia em métodos consolidados na literatura de UX Research, referenciados abaixo.

Generativo

"O que as pessoas realmente fazem, e por quê?"

Pesquisa exploratória, conduzida antes de existir uma solução a testar. Investiga comportamentos, motivações e contexto de uso para descobrir quais são as perguntas certas — evitando que as etapas seguintes partam de suposições erradas sobre o usuário.

Métodos aplicados

  • Diary Study longitudinal (7-10 dias)
  • Journey Mapping em 5 etapas
  • Triangulação com dados secundários reais

Referências

  1. Sanders, E. B.-N. & Stappers, P. J. (2008). Co-creation and the new landscapes of design. CoDesign, 4(1), 5-18.
  2. Kalbach, J. (2021). Mapping Experiences (2ª ed.). O'Reilly Media.
  3. Nielsen Norman Group. Diary Studies: Understanding Long-Term User Behavior and Experiences.

Avaliativo

"A solução funciona para quem vai usá-la?"

Pesquisa de validação, conduzida sobre um artefato concreto. Mede se o usuário consegue completar tarefas reais e se a estrutura de informação é encontrável — separando problemas de fluxo, de nomenclatura e de design visual.

Métodos aplicados

  • Teste de Usabilidade moderado com think-aloud
  • Tree Testing em árvore de texto puro
  • Protótipo funcional de média fidelidade

Referências

  1. Nielsen, J. & Landauer, T. K. (1993). A mathematical model of the finding of usability problems. Proc. INTERCHI '93, 206-213 — base do tamanho de amostra de 5 participantes.
  2. Nielsen Norman Group. Why You Only Need to Test with 5 Users.
  3. Spencer, D. — termo tree testing, formalizado como método pela Optimal Workshop. Tree testing and information architecture.

Quantitativo

"Qual o tamanho do problema, e onde priorizar?"

Medição em escala, sobre dados de usuários reais. Converte percepção em número comparável a um benchmark de mercado, permitindo priorizar backlog por evidência em vez de opinião — e revelar quando usabilidade e confiança divergem.

Métodos aplicados

  • System Usability Scale (SUS), 10 itens
  • Análise e codificação de avaliações públicas
  • Comparação com benchmark de mercado

Referências

  1. Brooke, J. (1996). SUS: A 'quick and dirty' usability scale. In Usability Evaluation in Industry, 189-194. Taylor & Francis.
  2. Bangor, A., Kortum, P. & Miller, J. (2008). The System Usability Scale: An empirical evaluation. Int. J. of HCI, 24(6) — origem do benchmark ~68.
  3. Sauro, J. & Lewis, J. R. Quantifying the User Experience. Morgan Kaufmann.
  4. Pagano, D. & Maalej, W. (2013). User feedback in the AppStore: An empirical study. IEEE RE '13.

Nota sobre a natureza dos dados: os dados secundários de mercado e as avaliações de aplicativo analisadas são reais, públicos e citados. Os artefatos de campo (entradas de diário, sessões de teste e painel SUS) são simulados — o escopo deste portfólio não inclui recrutamento de participantes. Cada página de case declara explicitamente o que é real e o que é simulado.